30 março, 2012

MATOS, Ernesto – MESMO POR BAIXO DOS MEUS PÉS. Uma Viagem pela Calçada Portuguesa. Lisboa – Aveiro – Guimarães – Setúbal – Barcelos – Santarém – Caldas da Rainha – Covilhã – Vila do Conde – Vila Nova de Gaia – Cascais – Vila Real – Esposende – Viana do Castelo – Torres Novas – Braga – Montijo – Porto – Coimbra. [Lisboa], Edição do Autor, 1999. In-8.º (20cm) de 167, [1] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
“Há 500 anos, D. Manuel I recebeu Vasco da Gama nas docas de Lisboa, atapetadas de pequeno calhau rolado, retirado das margens das praias circundantes à urbe. A calçada que “trouxe nobreza à cidade, proveito geral a todos e melhor maneio da mercadoria”, era obra sua. Quase 250 anos após o grande terramoto, alguns proprietários mais afoitos perpetuaram talismãs nos chãos de acesso às suas portas, com uma ou outra estrela a basalto, não vá a tragédia repetir-se, e nada melhor que uma boa estrelinha sempre à mão! […] A tradição é longa, mas já a herança romana prova que os nossos colonizadores embelezavam os seus pavimentos nas “villas”, com magníficos trabalhos rendilhados a tesselas…”
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível

29 março, 2012

ANTOLOGIA DE FICÇÃO CIENTÍFICA. Tradução dos contos e organização de Lima da Costa. Lisboa, Editora Arcádia Limitada, [1964]. In-8º (21cm) de 309, [5] p. ; B. Colecção “Antologia”, 17
A Ficção Científica – ou Antecipação, ou Fantasia Científica, ou ainda como é conhecida universalmente, «Science Ficcion» e «S. F.» - constitui o ramo mais recente da Literatura de Emoção, tendo mesmo já conquistado junto do grande público o lugar que durante longos anos coube à Literatura Policial. Porque entre nós, contudo, são ainda raros os admiradores da Ficção Científica, decidiu-se Lima da Costa a organizar a presente antologia fundamentalmente no sentido de estabelecer bases que permitam ao leitor interessado orientar-se entra a complexa produção do género, pois esta nem sempre atinge o nível literário mínimo que lhe seria de exigir; e é assim que, no prefácio, aparece mesmo esboçada uma breve história da «Science Fiction»..” (excerto da apresentação do editor) 
“Se percorrermos, mesmo só nas suas linhas gerais, a evolução da História da Literatura, poderemos surpreender, desde épocas remotíssimas, narrativas onde o lance fantasioso predomina quer sob a forma de rasgos sobre-humanos de coragem física, quer de raciocínios especulativos de cérebros privilegiados, quer, ainda, de acontecimentos insólitos. É o gosto dos leitores – aliás mero reflexo da atracção perene da inteligência pelo Desconhecido – a vincar a sua ânsia de se satisfazer.” (excerto do prefácio) 
Bom exemplar. 
15€

28 março, 2012

TORGA, Miguel – ODES. Coimbra, Coimbra Editora, 1946. In-8º (19cm) de 87, [7] p. ; B. 
1ª edição.
Toda a edição é numerada e rubricada [chancela] pelo autor. Exemplar nº 1630.
Apreciado livro de poesia de Mestre Miguel Torga.
Bom exemplar; capas empoeiradas, levemente oxidadas.
Invulgar.  
20€
LOPES, Norberto – VISADO PELA CENSURA. A Imprensa – Figuras – Evocações – Da Ditadura à Democracia. Lisboa, Editoria Aster, 1975. In-8º (18cm) de 313, [7] p. ; il. ; B. 
Capa: Geraldes Sobreiro.  
“O livro que ora se publica, sem outra pretensão que não seja a de ajudar a compreender melhor os últimos quarenta e oito anos da vida portuguesa nas suas múltiplas implicações com a Imprensa, não aspira a obra literária. […] Reúne-se nele um feixe de artigos, palestras, perfis, discursos e outros escritos mais ou menos válidos… […] Nestas páginas, redigidas ao fio de oportunidade ou ditas ao calor da improvisação oral […] emitem-se ideias, apontam-se factos, registam-se opiniões, comenta-se atitudes, e relatam-se acontecimentos de que fui testemunha…” (excerto da introdução) 
Adolfo Norberto Lopes (1900-1989) foi um jornalista e escritor Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa. Começou a sua actividade profissional no jornal O Século. Em 1921 fundou, juntamente com Pinto Quartim, o jornal Última Hora, de publicação efémera (16 de fevereiro de 1921 a 3 de março de 1921). Entra para a redacção do Diário de Lisboa, onde desenvolve a sua actividade jornalística, e de que foi director entre 1956 e 1967. Em 1967 é um dos fundadores do diário vespertino A Capital, que dirige até 1970.”
Bom exemplar.
Ex-libris de posse na f. anterrosto.
10€

27 março, 2012

CASTRO, José de – O MAIOR CRIME DO REGIMEN : O Juizo d’Instrucção Criminal. As disposições d’esta vergonha nacional parecem inspiradas por Machiavel, escriptas por Torquemada, interpretadas e executadas por Telles Jordão. Lisboa, Composto e impresso na Typ. La Bécarre de F. Carneiro & C.a, 1910. In-8º grd. (24cm) de 23 p. ; B.
Opúsculo publicado em 1910, pouco meses antes da revolução republicana, oferecido pelo autor “ás almas piedosas e sinceras para as quaes a solidariedade humana é uma religião; e a todos os perseguidos (¹), cujas lagrimas se irão transformando atravez dos tempos em maldições tremendas contra os seus perseguidores.
(¹) O auctor d’este folheto pede todas as informações, referentes ao Juizo de Instrucção, as quaes lhe serão enviadas para o seu escriptorio. Servirão ellas de elementos para escrever a Historia da Nova Inquisição em Portugal.”
“Há um poder superior ao Poder, é a Lei.
O Poder que se rebella contra a Lei, é reu d’alta traição.
Quando o Poder se substitue á Lei, o Direito legitima a eliminação d’aquelle.
Os sujos calabouços do Juizo d’Instrucção Criminal teem produzido mais revoltados que a melhor escola d’anarchismo.
Procurar eliminal-os é um dever de civismo e mais ainda de humanidade.
A disposição do Codigo Penal relativa a associações secretas, agora usada como arma de perseguição, de há muito havia cahido em desuso.
O uso das armas como das leis, há muito postas de parte, é sempre desastroso para quem d’ellas se quer servir: fazem explosão.” (intróito)
Exemplar em bom estado geral de conservação; apresenta as capas cansadas, separadas dos cadernos, com pequenas falhas de papel nas margens.
Raro, com interesse histórico. 
Indisponível
MÜLLER, Adofo Simões – HISTÒRIAZINHA DE PORTUGAL. Ilustrações de Emmérico Nunes. 3ª edição, revista. Porto, Livraria Tavares Martins, 1957. In-8º (16x19cm) de 175 p. ; mto il. ; B.
Bonita edição da História de Portugal dirigida aos mais novos, impressa em papel de qualidade superior, e profusamente ilustrada com belíssimos desenhos da autoria de Emérico Nunes.
“Esta é a História de Portugal que todos os jovens hão-de gostar de ler. Uma história simples e amável da nossa terra, que o autor conta como quem conta uma série de histórias da Carochinha. Com a diferença de que, tudo quanto aqui se evoca, sucedeu, e contribui para afervorar em cada um de nós o orgulho de ter nascido em Portugal. A história de uma nação não deve ser, apenas, uma data de datas e uma lengalenga de nomes de reis e de heróis. É indispensável que ela nos dê, sobretudo, as linhas essenciais do passado, aquilo que permitirá reconstruir, na sua grandeza, o próprio corpo da pátria. Essa «Històriazinha» é assim, o retrato vivo de Portugal.” (apresentação da obra)
Exemplar brochado em excelente estado de conservação.
Invulgar.
15€

BANCO ECONOMIA PORTUGUÊSA, Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada. Capital Social = Esc. 2:000.000$00, dividido em 20.000 acções de 100$ cada uma. TITULO DE CINCO ACÇÕES = Esc. 500$, ao Portador. 
Lisboa, 15/06/1918.
Tip.: E. Barrault - Lisboa.
In-fólio (26,5x39cm) de [2] f. 
Bom estado de conservação. 
Invulgar.  
Indisponível

26 março, 2012

JÚLIO RESENDE. Exposição Retrospectiva : Outubro/Novembro de 1979. [Porto], Centro de Arte Contemporânea : Secretaria de Estado da Cultura : Museu Nacional de Soares dos Reis, 1979. In-8º (22,5x22,5cm) de [60] p. ; mto il. ; B.
Belíssimo catálogo, impresso em papel de qualidade superior, ilustrado com fotografias a p.b. e cores de obras de Júlio Resende.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Mestre Júlio Resende.
Bom exemplar; primeiras páginas sublinhadas a lápis.
Invulgar.
30€
OS VENCIDOS DA VIDA : Ciclo de conferências promovido pelo Círculo Eça de Queiroz. Lisboa, [s.n. – comp. imp. Empresa Litográfica do Sul, S.A.-Vila Real de Santo António], 1989. In-8º (21cm) de 165, [5] p. ; B.
"Vencidos da Vida", “designação com que Oliveira Martins batizou, em 1888, o "grupo jantante", de onze intelectuais portugueses, que se encontrava ora no Café Tavares ora no Hotel Bragança, e que congregava, para fins de mero convívio e diversão, os membros mais destacados da chamada Geração de 70, entre os quais o próprio Oliveira Martins (autor da denominação Vencidos da Vida), Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, António Cândido, o Marquês de Soveral, o Conde de Ficalho e, a partir de 1889, Eça de Queirós. Para além destes, e para completar o grupo dos onze também participaram Carlos Lima Mayer, Carlos Lobo d'Ávila, Bernardo de Pindela (mais tarde, Conde de Arnoso) e o Conde de Sabugosa.” (infopedia.pt)
Matérias: «Os Vencidos da Vida» no Quadro Geral da Época, por Carlos Lemonde de Macedo; Oliveira Martins, Um «Vencido da Vida Nova», por Joaquim Veríssimo Serrão; António Cândido – Da Tribuna a Candemil, por Moreira das Neves; Carlos Lobo de Ávila e os «Vencidos da Vida», por Rafael Gomes Filipe; O nosso Eça e os seus Pares, por Francisco de Paula Leite Pinto; O Conde de Sabugosa, por Luís Forjaz Trigueiros; Guerra Junqueiro em Viana, por António Manuel Couto Viana; Conde de Arnoso, Secretário Particular de D. Carlos, por João Patrício; Marquês de Soveral, por Domingos Mascarenhas; Repreensão e Louvor a Ramalho, por João Bigotte Chorão; Eça de Queirós: os «Vencidos da Vida» e as Responsabilidades do Escritor, por Jorge Borges de Macedo; O Conde de Ficalho, Cientista e Fidalgo, por Moreira das Neves; Carlos Lima Mayer desmente Fialho de Almeida, por António Maria Zorro. 
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível

25 março, 2012

FALCÃO, Victor – CARTAS DE HESPANHA. Braga, Livraria Escolar-Editora de Cruz & C.a, 1915. In-8º (19cm) de 167, [3] p. ; B.
Dedicatória autógrafa (autor?) na f. anterrosto.
“A prosa que aparece, typographicamente alinhada, nas paginas seguintes, não foi destinada pelo auctor á publicação em volume. Trabalho simples d’um jornalista, essa prosa foi garatujada, logicamente, evidentemente, para ser convertida na lettra redonda d’um jornal. […] São essas chronicas, algumas d’essas chronicas, que constituem este livro. Não as reduzi, não as ampliei, não as corrigi. Juntei-as n’um volume não só para que não se perdessem, mas tambem para que, como ellas revelam a minha opinião sobre diversos assumptos, os meus pacientes inimigos se entretenham mais facilmente e esmiuçar as contradicções entre o que eu pensava então e o que penso hoje. Quando escrevi as chronicas publicadas no Seculo, não tinha feito ainda a minha profissão de fé monarchica, que foi provocada pelos sucessivos desatinos republicanos…” (excerto da apresentação)
Exemplar em bom estado de conservação; lombada alvo de restauro.
Invulgar. 
Indisponível
A REVOLUÇÃO DA EXPERIÊNCIA. DUARTE PACHECO PEREIRA : D. JOÃO DE CASTRO. Selecção, Prefácio e Notas de João de Castro Osório. Lisboa, Edições SNI, 1947. In-8º (16cm) de 181, [11] p. ; B. Col. Idearium : Antologia do Pensamento Português
“João de Castro Osório, no seguimento do ensaísta [António Sérgio] e sob a influência de Jaime Cortesão, compilou, em 1947, parte dos escritos de Duarte Pacheco Pereira e de D. João de Castro, atribuindo o significativo título de «A Revolução da Experiência». Desta forma, podemos inferir o que estava verdadeiramente em jogo. Em torno da funcionalidade do conceito de experiência alguns autores tinham construído uma suposta "revolução da experiência" para o período das navegações desvalorizando, nesse contexto, a Idade Média e todo o seu panorama cultural, a par do contributo científico árabe e hebraico.” (cvc.instituto-camoes.pt)
Bom exemplar.
Invulgar.
10€
O CULTO DE SANTO ANTÓNIO NA REGIÃO DE LISBOA : Exposição comemorativa do 750º ano da Morte de Santo António (1231-1981). Na Sé Patriarcal de Lisboa. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa : Direcção dos Serviços Centrais e Culturais, [1981]. In-4º grd. (29cm) de 86 p. imp. frente ; B.
Exposição organizada pela CML, com a colaboração do Patriarcado e da Família Franciscana, na Sé Catedral.
Bom exemplar.
Pouco comum.
10€

24 março, 2012

PONTE MARECHAL CARMONA : sobre o rio Tejo em Vila Franca de Xira, E.N. N.º 1. Lisboa, Ministério das Obras Públicas : Junta Autónoma de Estradas-Direcção dos Serviços de Pontes, 1951. In-4.º (23 cm) de 22 p., [1] v. cc. ; todo il. ; B.
Contém reprodução do baixo-relevo do Marechal António Óscar de Fragoso Carmona, colocado nas entradas da ponte, da autoria do escultor Francisco Franco.
Brochura exemplar da propaganda do Estado Novo, em edição muito ilustrada com fotografias a p.b. que acompanham texto explicativo das diversas fases da obra - com os "elementos numéricos da ponte" -, até à sua conclusão; inclui ainda, registo fotográfico da visita de altas individualidades - o Presidente da República, General Craveiro Lopes e o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar.
Bom exemplar.
Invulgar.
Indisponível
VIEIRA, Alexandre & PIÇARRA, Gonçalves - COMO SE CORRIGEM PROVAS TIPOGRÁFICAS : noções úteis para quem manda executar impressos à tipografias. Lisboa, Edição de «Albagráfica, Lda.», 1951. In-8.º (18cm) de XII, 77, [3] p. : [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
"E como defendemos o critério de que a trabalhos de divulgação do género deste, de certo modo insossos, mister é procurar atenuar-lhes a aridez, juntamos, entre filetes, uma porção de episódios grotescos provocados por gralhas, no propósito de que o leitor se não enfastie excessivamente..."
(excerto da apresentação)
Bom exemplar; capas apresentam picos de oxidação; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar.
Indisponível
O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. A Família Real parte da Ericeira em Outubro de 1910. Prefácio: D. Duarte Nuno, Duque de Bragança Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandara. Ericeira, Edição de O Acontecimento/Ericina, 1990. In-4.º (24 cm) de 213, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra com interesse histórico, reúne relatos e depoimentos dos intervenientes na partida da Família Real para o exílio, momento que marcou o final da Monarquia e o início da I República.
Ilustrada com inúmeras fotografias a p.b. reproduzindo gravuras e fac-símiles de correspondência de D. Manuel II.
“Na luta contra os espanhóis D. João IV, segundo Duque de Bragança, foi o Rei desejado. Três séculos mais tarde, depois do regicídio, a República obriga os seus descendentes a sair do País. Das praias da Ericeira partiram, nesse dia da História de Portugal, o Rei D. Manuel II, o Infante D. Afonso e as Rainhas D. Amélia e D. Maria Pia. Este livro reúne os relatos frios ou apaixonados desse acontecimento.”
(João Marques de Almeida 'Tibúrcio')
Testemunhos: I – Aires de Sá; II – Francisco Maria Pinto da Rocha; III – D. Tomás de Mello Breyner; IV – José de Azevedo Coutinho; V – José Tomás; VI – Júlio Ivo (inquérito feito em Mafra; inquérito feito na Ericeira); VII – Tomás Joaquim de Almeida; VIII – Patrocínio Ribeiro; IX – José Jacob Bensabat (A Verdade dos Factos); X – José Camarate Carrilho; XI – Hilário dos Santos Pereira; XII – D. Manuel II; XIII – António Serrão Franco; XIV – João Jorge Morais de Sá; XV – D. Amélia; Derradeira entrevista da Rainha D. Amélia.
Bom exemplar.
Ex-libris de posse na f. guarda anterior.
Muito invulgar.
Indisponível

22 março, 2012

SILVANO, Almeida - O MARQUEZ DE POMBAL. Celebrado por um grupo de distinctos escriptores liberaes. Lisboa, Empreza de O Bem Publico, 1906. In-8º (19cm) de 295 p. ; E.
Livro dedicado pelo autor - Almeida Silvano, Bacharel formado pela Universidade Pombalina - "á estudiosa mocidade portugueza, para quem a verdade é alimento do espirito, como o estudo a occupação que proporciona os mais doces prazeres da vida intellectual".
"Quando ha 24 annos, alguns enthusiastas pombalistas, mais fanaticos pelo symbolo que allumiados pela verdade, conseguiram fazer commemorar em 5 ou 6 cidades do reino, e sem lusimento, o 1º centenario da morte do famoso ministro Marquez de Pombal, surgiu o projecto de lhe ser erigido um monumento em Lisboa. [...] Por occasião da recente ascensão do partido progressista ao poder, os mesmos ou similhantes elementos, chamados liberaes e avançados, renovaram a tentativa, e conseguiram que o governo nomeasse nova commissão para diligenciar a erecção do monumento. Levará a cabo a empreza? Não sei. Num paiz que fosse amante da verdadeira liberdade e sufficientemente illustrado eu diria afoitamente: Nunca; mas num paiz, como Portugal, em que temos 5/6 de analphabetos, meio milhão de ledores inconscientes e derrancados, e quasi outro meio de illustrados cultivadores da mandria nacional, que fazem papel de papagaios, restando alguns poucos milhares de homens que tem amor ao estudo e prestam culto á verdade e á liberdade, sem escumalha, é de receiar que o idolo de algumas centenas de cesaristas e algumas desenas de berradores de arengas phrigias, alcance affrontar as ruas de Lisboa, e gravar eterno labeu de vergonha sobre a nação..." (excerto da introdução)
Obra crítica da figura do Marquês, nela, o autor contesta a vontade de alguns, em erigir um monumento em honra do estadista, e inclui textos de várias personalidades das letras nacionais - Pinheiro Chagas, Camilo, Latino Coelho, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Coelho da Rocha, Luz Soriano, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro... - que justificam o "erro" de tal empresa.
Encadernação em meia de percalina com as pastas recobertas de fantasia de serpente; s/ guardas de brochura.
Exemplar estimado.
Invulgar.
35€

21 março, 2012

MÊNA JUNIOR, Antonio Cesar - UM ESBOCETO DE VIEIRA LUSITANO. Noticia Historica por... Lisboa, Typ. Lallemat, [1903]. In-4º (26,5cm) de 8, [1] f. il. ; B. Separata do Boletim da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes.
Tiragem de 50 exemplares (nº 27).
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Aqui fica singelamente descripta a noticia do retrato do 1º Patriarcha [D. Thomaz de Almeida], que fôra pintado por Vieira Lusitano, e se perdeu, como muitas das producções do seu genial talento, na memoravel catastrophe do 1º de novembro de 1755." (excerto da obra) 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€

20 março, 2012

CORRÊA, António Vasconcelos – CAMINHOS DE FERRO. Conferência realizada a 25 de Junho de 1928 na Liga Naval pelo Engenheiro… Lisboa, Tipografia da Sociedade Gráfica Editorial, 1930. In-8º grd. (23,5cm) de 58, [2] p. ; il. ; B.
Contém tabelas e gráficos no texto; ilustrado em separado com dois mapas - Carta geographica de Portugal delineado a cores com as linhas de caminho de ferro “em exploração”, “propostas”, “em construção” e “já classificadas” e Planta a cores das novas gares e linhas de Lisboa -, e fotografias a p.b. de estações ferroviárias, gráficos, etc.
Exemplar brochado em bom estado de conservação: pequena secção da capa, junto à margem, levemente ondulada; discreta assinatura de posse na capa.
Ex-libris de posse no verso da capa.
Invulgar. 
15€
MACHADO, Bernardino – CONFERÊNCIAS POLITICAS. Coimbra, Typographia Democrática, 1904. In-8º (29cm) de 51 p. ; B.
Conjunto de históricas conferências reunidas neste opúsculo de forte pendor republicano, dedicado por Bernardino Machado a Guerra Junqueiro.
Temas: Formas de governo; Governo e ensino; Os actuaes partidos políticos; Eleições; Programa.
“Nada peor do que a ignorância em que os membros duma nação estejam dos seus direitos e dos seus deveres. Nada mais necessário do que formar a opinião para que a opinião governe…” (excerto da 1ª conferência – Formas de governo)
“Eleger ou não eleger, eis o problema politico. Sobre a eleição se funda o governo liberal, como sobre o arbítrio o governo despótico. Eleição e liberdade são irmãs. Por isso, de todos os governos o mais liberal é o republicano, que é o mais electivo.” (texto do 1º parágrafo da 4ª conferência – Eleições).
Exemplar brochado (aparado) em bom estado geral de conservação; capas sujas, com um ou outra falha de papel.
Muito invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível

18 março, 2012

MACHADO, Bernardino – O NEO-LIBERALISMO DA MONARCHIA. Conferencias pronunciadas no Centro Republicano de Lisboa em 22 de Junho a 4 d’agosto de 1906 : por… Lisboa, Typographia Bayard, 1906. In-8º (21cm) de 19 p. ; B.
“Meus Senhores! Vindo ocupar-me da actual situação politica, quando se acha á frente dos negócios publicos um governo que se intitula monarchico-liberal, a primeira questão que devo examinar, é esta: ha hoje entre nós um partido monarchico-liberal? Não ha. Ha varios individuos, haverá grupos monarchico-liberaes, não ha um partido. A sociedade portuguêsa nos ultimos tempos foi-se extremando profundamente em dois campos opostos: dum lado o partido do engrandecimento do poder real, do outro, o do engrandecimento do poder popular. Os monarchicos fizeram-se cada dia mais reaccionários, os liberaes cada dia mais republicanos. Ao passo que o regimen se tornava reaccionariamente mais opressivo, pretendendo impôr-se pela corrupção, pela fraude e pela violência, a nação ia-se progressivamente unindo, socializando, democratizando.” (excerto da 1ª conferência)
Bom exemplar.
Muito invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível
SALGARI, Emílio – A CONQUISTA DA LUA : novela de aventuras. Versão do original italiano de Henrique Marques Júnior. Lisboa, João Romano Torres & C.ª, [1939]. In-8.º (19 cm) de 143, [1] p. ; B. Colecção Salgari, 130
1ª edição.
Edição original portuguesa, nunca reeditada, deste interessante romance de ficção científica. Título original: “Alla conquista della luna”.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

17 março, 2012

BELARMINO, Roberto - DECLARAÇAM COPIOSA // DA DOUTRINA // CHRISTAM, // COMPOSTA // Por ordem do santissimo Padre Clemente VIII, // de feliz memoria. // Pelo Padre ROBERTO BELARMINO, // Cardeal da Santa Igreja Romana. // Vista, e aprovada pela Congregaçaõ da Reformaçaõ pera // que fique uniforme, e muy facil o santo exercicio de // instruir os ignorantes, e meninos nas cousas // de nossa Santa Fé Catholica. // Tradusida da lingoa Italiana na Castelhana, // por Luis de Vera. // Com addições de exemplos no fim dos Capitulos, // tirados de graves Authores. // Com a luta, e Combate espiritual da alma; e Meditações // das dores mentaes de Christo Nosso Senhor. // Tradusida novamente no idioma Portuguez, por // Felix Thomas correa, natural da Cidade // de Lisboa. // COIMBRA: // Na Officina de LUIS SECO FERREYRA, // Anno do Senhor de 1742. // Com todas as licenças necessarias. In-8º (16cm) de [16], 560, [4] p. ; E.
Encadernação coeva inteira de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação; apresenta algumas (poucas) páginas picadas de insecto, sem contudo, afectarem o texto.
Invulgar.
35€

16 março, 2012

CHAVES, Luiz - ALFÂMA DE ÔNTEM & ALFAMA DE HOJE : Aspectos históricos e etnográficos. Conferência ao ar livre realizada no Largo de S. Miguel, em Alfama, no dia 25 de Outubro de 1935, pelo Ex.mo Sr. Luiz Chaves, Conservador do Museu Etnológico. Lisboa, Publicações dos Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Histórico Municipais, 1936. In-8º grd. (24,5cm) de 23 p. ; B.
"Bairro de Lisboa, bem caracterizado, Alfama provém de passado remoto com história própria, e apresenta hoje aspectos etnográficos de feição definida. Se repararmos na carta topográfica de Lisboa, logo verificaremos que Alfama representa desde o príncipio a descida do «Castelo» para o Tejo, pela vertente virada ao Sul, o seja no caminho natural do primitivo ópido para o rio. Esta observação indica-nos a primeira lei etnográfica, para se formar populacionalmente o que chamaram Alfama."
Bom exemplar.
Invulgar.
10€

14 março, 2012

DINIS, A. J. Dias - ESTUDOS HENRIQUINOS. Volume I. Coimbra, [s.n.], 1960. In-4.º (23cm) de 530, [2] p. ; B. «Acta Universitatis Conimbrigensis»
1.ª edição.
Volume I (e único publicado), em ano de celebração do quinto centenário do falecimento do Infante D. Henrique (1460-1960).
"Investigação efectuada pelo signatário durante anos, especialmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo de Lisboa, proporcionou-lhe material para uma série de estudos, parte inéditos e parte publicados, desde o anos de 1946, nas revistas Biblos, da Faculdade de Letras de Coimbra, Colectânea de Estvdos e Itinerarivm, de Braga. Ensaios singelos e despertenciosos de estudante teimoso." (excerto da apresentação)
António Joaquim Dias Dinis (1903-1980). "Seguiu a vida religiosa, como Franciscano. Ingressou na Ordem em 1920 e em 1926 recebeu a ordenação sacerdotal. Passou a leccionar nos Semininários de Tui e Montariol (Braga). De 1934 a 1941 foi missionário na Guiné. Paroquiou a missão de Bolama e ao mesmo tempo foi o superior regular da Missão e vigário geral da Guiné (1939-1941). Dedicou-se à história das missões e dos descobrimentos."
(www.dodouro.com)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; assinatura de posse no rosto.
Invulgar.
Indisponível

12 março, 2012

LACERDA, Augusto de - JUDAS : Romance Lirico em quatro jornadas. Lisboa, Antiga Casa Bertrand-José Bastos, 1901. In-8º (18,5cm) de [6], 119, [3] p. ; E.
Edição numerada (exemplar nº 157).
1ª edição.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada; conserva a capa de brochura.
Bom exemplar.
Invulgar.
20€
Reservado
DIAS, Jaime Lopes - UMA TRADIÇÃO LISBOETA QUE REVIVE-OS TRONOS A SANTO ANTÓNIO. Lisboa, [s.n.], 1950. In-4º grd. (29cm) de 10, [2] p. ; [4] p. il.; B. Separata do nº 41 da «Revista Municipal».
Ilustrado com fotografias a p.b. dos Tronos, em extratexto.
Valorizado pela elogiosa dedicatória autógrafa do autor a Francisco Valença (1882-1962) - mestre caricaturista e ilustrador português.
"Fernando de Bulhões, «o português mais santo e o santo mais português» como já foi chamado, que trocou a vida mundana e de ostentação pela da clausura, e nesta adoptou o nome de Frei António, veio a ser um dos maiores da Igreja, e durante séculos, um dos santos mais populares e queridos dos portugueses e sobretudo dos lisboetas. [...] Pouco a pouco ia caindo em desuso, a tradição dos tronos a Santo António, que as crianças de Lisboa começaram a erigir pelas ruas ou à porta de suas casas, em seguida ao terramoto de 1755, para à sombra deles, pedirem aos transeuntes uma esmola para a reconstrução da Igreja que fora destruída pelo trágico sismo." (excerto do texto)
Bom exemplar; capas sujas.
Invulgar, com interesse histórico e etnográfico. 
Indisponível

11 março, 2012

A LEI DO DIVORCIO. Segundo a edição official. Preço 50 reis. Porto, Livraria Fernandes : Succ. Pereira da Silva, Editor, [1910]. In-8º (16cm) de 25 p. ; B.
"O Governo Provisorio da Republica Portuguesa, em nome da Republica, faz saber que se decretou, para valer como lei, o seguinte:... [...] Determina-se, portanto, que todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução do presente decreto com força de lei pertencer o cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como n'elle se contem. Os Ministros de todas as repartições o façam imprimir, publicar e correr. Dado nos Paços do Governo da Republica, aos 3 de novembro de 1910. - Joaquim Theofilo Braga - Antonio José de Almeida - Affonso Costa - José Relvas - Antonio Xavier Correia Barreto - Amaro de Azevedo Gomes - Bernardino Machado - Antonio Luis Gomes." (excerto do texto)
"A consagração jurídica do divórcio ocorreu entre nós no quadro do processo reformista da República. Integrado num conjunto de legislação verdadeiramente revolucionária para a época, o Decreto de 3 de Novembro de 1910, conhecido como “Lei do Divórcio” veio introduzir no ordenamento jurídico português a figura do divórcio. Uma das características deste instituto, e que ainda hoje se mantém, é a de "o legislador, em regra, não fazerdepender a concessão do divórcio de uma prévia separação de pessoas e bens”, consagrando, desta forma, aquilo que é designado como divórcio directo. A Lei do Divórcio de 1910 reconhecia, quer o divórcio por mútuo consentimento, quer o divórcio litigioso por causas objectivas e/ou subjectivas (divórcio remédio)."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação; capas fragililizadas, com algumas falhas de papel; assinatura de posse coeva.
Muito invulgar, com interesse histórico.
20€

10 março, 2012

ANTUNES, António Lobo - TRATADO DAS PAIXÕES DA ALMA. Lisboa, Publicações Dom Quixote/Círculo de Leitores, 1990. In-8º (22cm) de 359 p. ; E.
1ª edição.  
António Lobo Antunes. "Escritor português nascido a 1 de setembro de 1942, em Lisboa. Licenciado em Medicina e especializado em Psiquiatria, exerceu atividade clínica durante a guerra colonial em Angola, e, posteriormente, em Lisboa, no Hospital Miguel Bombarda. Acabou posteriormente por consagrar-se quase exclusivamente ao ofício da escrita, vontade expressa desde os princípios da sua adolescência. Como ele próprio afirmou, tirou a especialidade de psiquiatria por considerar que tem parecenças com a literatura. [...] A memória do passado serviu de pretexto para a reflexão sobre as relações humanas em Tratado das Paixões da Alma." (infopedia.pt)
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa policromada.
Excelente exemplar.
Indisponível

09 março, 2012

PATO, Bulhão - A DANÇA JUDENGA : Satyra. Lisboa, Typographia da Aacademia, 1901. In-8º (16cm) de 36 p. ; B.
1ª edição. 
Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), natural de Bilbau (Espanha), foi um poeta português. "Conviveu com algumas das personalidades literárias mais importantes da sua época, como Latino Coelho, Andrade Corvo, Rebelo da Silva, Almeida Garrett, Gomes de Amorim e Alexandre Herculano, entre outros. Considerado um poeta apaixonado, influenciado pelos valores do Ultra-romantismo que o envolveu durante a sua infância e adolescência (sobretudo em Poesias e Versos, de 1850 e 1862), influenciado por Lamartine e Byron, torna-se célebre com o poema narrativo Paquita, sucessivamente reeditado até 1894, e amplamente reconhecido por Alexandre Herculano e Rebelo da Silva."
Exemplar em bom estado geral de conservação; capas manchadas; lombada cansada; assinatura possessória no anterrosto.
Invulgar.
15€
LOBATO, Gervasio - OS MYSTERIOS DO PORTO : Romance illustrado. Volume I [até V]. Porto, Empreza Litteraria e Typographica-Editora, [1890-91]. 5 vol. In-8º (19cm) de 400 p. (I), 396, [4] p. (II), 395, [5] p. (III), 394, [3] p. e 398, [2] p. ; il. ; E.
Edição ilustrada com belíssimos desenhos em extratexto por Manuel de Macedo.
Gervásio Jorge Gonçalves Lobato (1850-1895). "Figura muito popular do meio teatral e literário lisboeta da segunda metade do século XIX, nasceu a 23 de maio de 1850, em Lisboa, e morreu a 26 de maio de 1895, na mesma cidade. Autor, num curto espaço de tempo, de uma obra extensa e variada, foi jornalista, tradutor, comediógrafo e romancista, tendo sido comparado a Rafael Bordalo Pinheiro quanto ao humor e ao talento de caricaturista. Colaborou em vários periódicos da época, como o Diário de Notícias, o Diário da Manhã, o Jornal da Noite e O Ocidente, onde sucedeu a Guilherme de Azevedo na rubrica "Crónica dum ocidental". Os contornos realistas da sua crítica de costumes, exercitada nos romances e nas peças de teatro, são amenizados pelo tom displicente e pelo humor revisteiro." 
Manuel de Macedo Pereira Coutinho (1839-1915). "Aguarelista e ilustrador, discípulo de Anunciação e de Howell. Foi pintor, cenógrafo, gravador, caricaturista, distinguiu-se como ilustrador de excepcionais qualidades. Ilustrou das mais importantes obras, revistas do seu tempo. As suas obras encontram-se nos vários museus contemporâneos portugueses e em colecções particulares."
Encadernações em meia de percalina com ferros a ouro na lombada; s/ guardas de brochura.
Estimados.
Obra invulgar.
Indisponível